domingo, 20 de dezembro de 2009

Imaginário

Eu me demoro na passagem da porta de alarmes de relógio com monstros chamando meu nome. Deixe-me ficar onde o vento irá sussurrar para mim, onde as gotas de chuva enquanto caem contam uma história. Em meus campos de flores de papel e nuvens doces de canção de ninar, onde me resguardo por horas e assisto ao céu purpúra passar sobre mim. Não diga que não pode me tocar com este caos desenfreado. Sua realidade, sei que isso está bem longe do meu refúgio adormecido, o pesadelo em que construí meu próprio mundo de fuga. Engolido no som do meu grito, não pode cessar o medo das noites silenciosas. Ah, quanto esperei pelo profundo sono dormente? A deusa da luz imaginária.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Campo de Inocência

Eu ainda me lembro do mundo, dos olhos de uma criança. Devagar, esses sentimentos foram encobertos pelo que eu sei agora. Para onde foi o meu coração? Uma troca injusta pelo mundo real. Eu quero voltar a acreditar em tudo e não saber nada. Eu ainda me lembro do Sol, sempre quente nas minhas costas, de alguma maneira parece mais frio agora. Para onde foi meu coração? Preso nos olhos de estranhos, Eu quero voltar a acreditar em tudo. Enquanto os dias passam, diante de mim, enquanto as guerras se construíam, me tornando no que eu sou, nestes últimos dias de existência deste pobre país, esta parasita dentro de mim, eu o criei. Na parte mais sombria da tempestade repousa um mal, que sou eu. Para onde foi o meu coração? Uma troca injusta pelo mundo real. Eu quero voltar a acreditar em tudo. E para onde foi meu coração? Preso nos olhos de estranhos.